O uso de radioterapia com modulação da intensidade do feixe (IMRT) nos casos de meduloblastoma, um tipo de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) que ocorre em crianças, diminui consideravelmente a toxicidade auditiva, que, muitas vezes, leva à surdez. É o que mostra um estudo realizado no Serviço de Radioterapia do Hospital Israelita Albert Einstein e que será apresentado em outubro no Congresso da Sociedade Americana de Radioterapia (ASTRO). Foram tratadas 41 crianças com doença, a maioria proveniente de hospitais públicos, através de um projeto de filantropia do Instituto Israelita de Responsabilidade Social do Hospital Israelita Albert Einstein.
Conforme explica o radioterapeuta Eduardo Weltman, o tratamento combinado de quimioterapia e radioterapia para esse tipo de tumor, que fica localizado muito próximo ao ouvido interno, ocasiona alterações graves da audição em mais de 60% dos casos. Com a tecnologia do IMRT, esse índice foi reduzido para 17%. "É uma tecnologia de alta precisão que permite aplicar maiores doses de radiação e direcioná-las apenas ao tecido canceroso, preservando os sadios", diz Weltman. E os resultados já são observados em longo prazo: após um seguimento médio de quatro anos, 85% das crianças tratadas com esse tipo de radioterapia permanecem vivas e sem a doença e, melhor, com preservação da audição em 83% dos casos.
O meduloblastoma é o tumor cerebral maligno mais comum em crianças, correspondendo a 20% dos casos de neoplasias do SNC. Ocorre, usualmente, entre 4 e 10 anos, mais em meninos do que em meninas e tem sua causa desconhecida.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário